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Relatos de vivência pessoal compartilhados por usuários da KadiHope. Não são conselho médico. Em caso de dúvida sobre a sua saúde, procure um profissional.

Câncer de mamaJá passei por isso

Relato: Câncer de mama

Mulher · 40 a 49 anos · Paciente

Cadastrado na KadiHope

Eu quero que você saiba uma coisa: "'Eu já estive exatamente onde você está... Por duas vezes. Você não precisa caminhar sozinha🫶🏼

Como foi chegar do outro lado

Minha história mudou aos 31 anos em 2015, solteira e sem filhos, quando recebi o diagnóstico de câncer de mama triplo negativo pela primeira vez. Cinco anos depois, durante a pandemia, enfrentei a doença novamente, não uma recindiva e sim outro câncer de mama.Casada, com dois filhos pequenos, e cursando Biomedicina. Passei por quimioterapias, (23) radioterapia (30) e uma mastectomia bilateral, precisei reaprender a me enxergar sem os cabelos e sem as mamas. Foram tempo de medo, lágrimas, esperança e muita fé. Descobri que a verdadeira força não é nunca sentir medo, mas continuar caminhando apesar dele. Hoje, livre do câncer, compreendo que essa jornada transformou minha vida. Tornei-me uma mulher mais forte, mais grata e mais confiante nos planos de Deus. Compartilho minha história porque sei como um diagnóstico pode fazer alguém se sentir sozinho. Eu achava que era a única no mundo a passar por aquilo, quase não se falava no assunto. E hoje, Se minha experiência puder levar esperança, acolhimento e coragem a uma única mulher, tudo o que vivi terá encontrado um propósito ainda maior, eu sei oque você sente , eu já estive extremamente aí!! Seja forte e corajosa ❤️

O mais difícil da travessia, e como eu lidei

Pra mim o mais difícil foi a queda dos cabelos no 1º tratamento, ver eles caindo doía muito e me fazia chorar, quando raspei a cabeça senti alívio era como se eu estivesse no comando, eu demorei mas decidi raspar. Já no segundo diagnóstico como sabia como seria o processo decidi raspar mesmo antes do primeiro fio se desprender e achei que tudo foi mais leve, apesar de ter passado pela mastectomia bilateral, que foi eu quem decidi retirar as mamas e não reconstruir também foi uma decisão minha ☺️ e até hoje ela permanece, coloco meu top de bojo e vida que segue 😁 Aprendi que minhas mamas não me definem, ela só contam uma pequena parte da minha história. Demorou mas o autoconhecimento me tornaram quem sou hoje, e aprendi que outras coisas são mais importantes pra mim.

O que eu diria a quem ainda está no meio

O diagnóstico não é o fim da sua história. Se você acabou de receber o diagnóstico de câncer de mama, talvez esteja sentindo que o chão desapareceu debaixo dos seus pés. É possível que, desde a consulta, sua mente esteja acelerada. Pensamentos sobre o tratamento, sua família, seus filhos, se já os ter, seu trabalho, seus sonhos... Tudo parece acontecer ao mesmo tempo. Respire....Respire profundamente.... Você não precisa encontrar todas as respostas hoje. Você não precisa ser forte o tempo todo. Você não precisa entender tudo neste momento. Hoje, basta dar o primeiro passo. Quando recebi o primeiro diagnóstico, achei que minha vida nunca mais seria a mesma. E, de certa forma, eu tinha razão, ela realmente mudou. Mas descobri que um diagnóstico não determina o final da nossa história, ele marca o início de uma nova caminhada, uma caminhada que pode ser difícil, mas que também pode revelar uma força que você ainda não conhece em si mesma. Haverá dias de medo, dias de cansaço e dias em que você vai se perguntar se conseguirá continuar.E haverá também dias de esperança, de vitórias silenciosas, de abraços inesperados e uma coragem q nasce quando você acredita que não tem mais forças.🙏


Ninguém vê o seu nome. Reagir é sempre anônimo.

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