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Termos de Uso

Última atualização em 6 de maio de 2026

A plataforma KadiHope é de propriedade e operada pela KADIHOPE PLATAFORMA DE SAUDE E TECNOLOGIA LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº 66.283.986/0001-62, sediada no Brasil.

I. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E ACEITE

Os presentes Termos de Uso regulam as condições de acesso e utilização da plataforma KadiHope, acessível pelo endereço kadihope.com.br e por aplicativos móveis eventualmente disponibilizados, de propriedade e operação da KADIHOPE PLATAFORMA DE SAUDE E TECNOLOGIA LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº 66.283.986/0001-62, sediada no Brasil, doravante denominada simplesmente KadiHope.

Ao acessar, navegar ou utilizar qualquer funcionalidade da plataforma, o usuário declara ter lido, compreendido e aceito integralmente os presentes Termos de Uso, bem como a Política de Privacidade disponível em seção própria do site. O aceite é manifestado por consentimento agregado no cadastro, com link funcional para a íntegra de ambos os documentos, sem prejuízo do consentimento específico exigido para a coleta de dados pessoais sensíveis, descrito na Política de Privacidade. Caso o usuário não concorde com qualquer disposição, deverá cessar imediatamente a utilização da plataforma.

Alterações substanciais nestes Termos serão comunicadas por e-mail aos usuários cadastrados e por aviso destacado na plataforma, com prazo mínimo de 15 dias de antecedência antes da entrada em vigor. A continuidade de uso após esse prazo constitui aceitação tácita dos novos termos.

II. DEFINIÇÕES

Para fins destes Termos de Uso, consideram-se as seguintes definições. Plataforma é o sistema digital KadiHope em todas as suas interfaces. Usuário é toda pessoa física que acessa ou utiliza a plataforma. Paciente é o usuário que busca informações médicas, faz perguntas a especialistas, solicita equipamentos de saúde ou cria campanhas de arrecadação. Médico é o profissional de medicina com CRM ativo e RQE válido cadastrado na plataforma como assinante. Doador é o usuário que disponibiliza equipamentos de saúde para doação. Receptor é o usuário que solicita o recebimento de equipamento de saúde doado. Criador é o usuário que cria uma campanha de financiamento coletivo na plataforma. Apoiador é o usuário que contribui financeiramente com uma campanha. Médico Validador é o profissional de medicina cadastrado com a função específica de validar receituários médicos em papel ou digitalizados. Conteúdo é todo texto, imagem, vídeo, artigo, pergunta, resposta, dado ou informação inseridos na plataforma por qualquer usuário.

III. OBJETO DA PLATAFORMA

III.1. Objeto e gratuidade

A KadiHope é uma plataforma digital de saúde solidária que tem por objeto conectar pacientes a médicos especialistas verificados pelo Conselho Federal de Medicina, facilitar a doação e o recebimento de equipamentos de saúde entre pessoas físicas, e apoiar campanhas de financiamento coletivo para necessidades médicas comprovadas por documentação clínica.

A plataforma é permanentemente gratuita para pacientes, doadores e receptores de equipamentos. A receita da KadiHope provém exclusivamente de assinaturas pagas por médicos especialistas que desejam manter perfil profissional verificado na plataforma.

A KadiHope atua exclusivamente como intermediária tecnológica. Não é responsável pelo conteúdo publicado por médicos, pela qualidade dos equipamentos doados, pelo resultado de tratamentos financiados por campanhas de arrecadação nem por quaisquer acordos celebrados diretamente entre os usuários fora da plataforma.

III.2. A KadiHope NÃO é telemedicina — fundamentos jurídicos

A KadiHope não realiza consultas médicas, não prescreve tratamentos, não emite atestados, não agenda consultas, não oferece telemedicina e não substitui a avaliação médica presencial. Toda informação disponível na plataforma tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Esse posicionamento se sustenta em quatro fundamentos jurídicos cumulativos.

Primeiro: ausência de relação médico-paciente formal. A Resolução CFM nº 2.336/2023, que disciplina a Telemedicina no Brasil, pressupõe como núcleo conceitual o exercício da medicina mediado por tecnologia da informação entre profissional e paciente em relação clínica individualizada. Na KadiHope o paciente faz pergunta pública, o médico parceiro responde de forma também pública, e a resposta é orientação informativa endereçada à coletividade que consultará o conteúdo.

Segundo: ausência de prescrição, diagnóstico ou conduta clínica individualizada. Em nenhuma hipótese o médico parceiro emite, na plataforma, prescrição médica, diagnóstico, conduta clínica individualizada, atestado, requisição de exame ou qualquer outro ato privativo do médico assistente nos termos da Lei nº 12.842/2013 e do Código de Ética Médica.

Terceiro: ausência de substituição de avaliação presencial. Toda resposta de médico parceiro contém disclaimer obrigatório orientando o paciente a procurar avaliação presencial de profissional de sua confiança.

Quarto: caráter público e informativo das respostas. As perguntas e respostas são públicas por concepção, integrando o Acervo KadiHope, o que é incompatível com a natureza individual e privada da consulta médica, sujeita ao dever de sigilo profissional do médico previsto no art. 73 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018).

Por essa quádrupla fundamentação, a KadiHope não está sujeita ao regime da Resolução CFM nº 2.336/2023 enquanto plataforma. Os médicos parceiros, individualmente, observam plenamente o Código de Ética Médica e a referida Resolução em sua atuação dentro e fora da plataforma.

IV. CADASTRO E TIPOS DE USUÁRIO

IV.1. Acesso sem cadastro

Qualquer pessoa pode acessar a plataforma sem cadastro para buscar sintomas (limitado a 5 buscas por dia), visualizar perfis de médicos, ler artigos publicados por médicos e navegar pelas seções institucionais.

IV.2. Cadastro de paciente

O cadastro de paciente exige nome completo, endereço de e-mail válido e senha. Após o cadastro, o paciente pode complementar seu perfil com CPF, data de nascimento, cidade, celular, tipo sanguíneo, alergias e nome social, este último nos termos do art. 10, § 1º, da Lei nº 15.378/2026 (Estatuto dos Direitos do Paciente). O paciente com cadastro ativo pode realizar até 10 buscas de sintomas por dia.

IV.3. Cadastro de médico

O cadastro de médico exige CRM ativo, número de RQE válido, CPF, nome completo, foto e demais dados profissionais. O CRM e o RQE são verificados automaticamente junto ao Conselho Federal de Medicina. A KadiHope aceita exclusivamente médicos com especialidade reconhecida pelo CFM e registrada por RQE.

IV.4. Verificação progressiva de identidade

A KadiHope adota o princípio da verificação progressiva, pelo qual dados adicionais somente são exigidos no momento em que a ação específica os requer. Navegar, buscar sintomas, ver médicos e ler artigos não exige nenhum dado. Fazer perguntas a médicos exige login. Doar equipamento exige login, CPF verificado, fotos e aceites. Receber equipamento exige login, CPF verificado, receituário médico e biometria facial prévia ao recebimento. Criar campanha de arrecadação exige login, CPF, telefone com SMS, selfie biométrica, vínculo com o paciente e receituário. Apoiar campanha financeiramente exige login e dados de pagamento.

V. PLANO DE ASSINATURA DO MÉDICO

V.1. Valor e periodicidade

A assinatura do médico parceiro é cobrada em uma das seguintes modalidades, escolhida pelo médico no momento do cadastro e modificável a qualquer tempo, com aplicação a partir do próximo ciclo. Mensal: R$ 600,00 (seiscentos reais) por mês. Anual: R$ 6.480,00 (seis mil, quatrocentos e oitenta reais) por ano, equivalente a R$ 540,00 ao mês com desconto de 10% sobre o plano mensal. A cobrança é processada pelo Asaas (gateway de pagamento) e a Nota Fiscal é emitida automaticamente após confirmação do pagamento.

V.2. Cancelamento sem fidelidade

A assinatura não tem prazo de fidelidade. O médico pode solicitar o cancelamento a qualquer momento, com vigência da ruptura ao final do ciclo já pago, observados os princípios da boa-fé objetiva (Código Civil, arts. 113 e 422) e a vedação de cláusulas abusivas (Código de Defesa do Consumidor, art. 51, no que aplicável à relação com o profissional aderente).

V.3. Reembolso de plano anual cancelado

No plano anual, o cancelamento antes do término do ciclo não dá direito a reembolso pro-rata dos meses não utilizados, salvo nos casos previstos em lei. A modalidade anual é escolha voluntária do médico, motivada pelo desconto frente à mensal, e o termo de adesão deixa expresso o regime de não reembolso. Em caso de óbito, incapacidade civil superveniente ou cancelamento de ofício pela KadiHope, aplica-se o regime de devolução previsto no Código Civil.

V.4. Regime de inadimplência

A inadimplência do médico parceiro segue a seguinte escalada. Cinco dias de atraso: envio de aviso de cobrança ao e-mail cadastrado, com manutenção do perfil ativo. Dez dias de atraso: despublicação automática do perfil, que deixa de ser exibido nas listagens de busca e nas páginas de perguntas. Trinta dias de atraso: cancelamento automático da assinatura e exclusão do perfil. A regularização do pagamento antes do trigésimo dia restabelece a publicação do perfil sem ônus adicional, ressalvada a cobrança dos juros e da correção monetária previstos.

VI. REGRAS DE USO E CONDUTAS PROIBIDAS

O usuário se compromete a fornecer informações verdadeiras, completas e atualizadas. A inserção de dados falsos, documentos fraudulentos ou informações enganosas constitui infração grave, podendo resultar em suspensão imediata da conta, exclusão definitiva da plataforma e comunicação às autoridades competentes.

O usuário é responsável pela segurança de suas credenciais de acesso. A KadiHope jamais solicita senha, código de verificação, dados bancários, Pix ou qualquer dado pessoal por e-mail, WhatsApp, telefone ou qualquer canal fora da plataforma.

São expressamente proibidas as seguintes condutas na plataforma. Criar múltiplas contas com o mesmo CPF ou e-mail. Utilizar a plataforma para fins comerciais não autorizados, incluindo revenda ou aluguel de equipamentos doados. Publicar conteúdo difamatório, discriminatório, ofensivo, pornográfico ou que viole direitos de terceiros. Utilizar dados de outros usuários para finalidades externas. Burlar mecanismos de verificação de identidade. Publicar informações de Pix, dados bancários pessoais, links externos para captação de recursos ou referências a plataformas concorrentes de arrecadação em campanhas. Solicitar doações fora da plataforma. Fazer uso indevido de CRM de terceiros.

VII. CAMPANHAS DE FINANCIAMENTO COLETIVO

VII.1. Regras gerais

Toda campanha exige comprovação de necessidade clínica, identificação biométrica do criador, verificação do CPF, verificação do telefone por SMS e declaração do vínculo com o paciente. A composição detalhada da meta é obrigatória. Cada CPF pode ter somente uma campanha ativa por vez.

O criador assume a obrigação de publicar atualização a cada 30 dias. Campanhas sem atualização recebem aviso público. Após o encerramento, o criador tem 60 dias para enviar comprovantes de uso dos recursos. A não apresentação resulta em suspensão automática da conta e aviso público.

O criador pode encerrar a campanha a qualquer momento informando o motivo entre as opções previstas. Meta atingida, recursos obtidos por outros meios, melhora clínica, falecimento do paciente, desistência, irregularidade identificada ou outro motivo com justificativa. O encerramento é irreversível e todos os apoiadores são notificados.

VII.2. Campanhas fraudulentas

Caracteriza-se como campanha fraudulenta aquela em que se constata, mediante denúncia fundamentada ou apuração interna, que (a) a documentação clínica é falsa, adulterada ou pertence a paciente que não autorizou seu uso; (b) o vínculo declarado entre o criador e o paciente é inexistente; ou (c) os recursos arrecadados são desviados de finalidade médica para uso pessoal não-clínico.

Confirmada a fraude, se os recursos ainda não foram distribuídos ao criador, a KadiHope realiza reembolso integral aos apoiadores pelo gateway de pagamento e cancela a campanha, comunicando todos os apoiadores e os órgãos competentes. Se os recursos já foram distribuídos ao criador, a KadiHope não promove reembolso direto aos apoiadores, encaminha o caso para apuração criminal pelas autoridades competentes (incluindo, conforme o caso, comunicação ao Ministério Público e Polícia Civil) e disponibiliza aos apoiadores afetados o conjunto de provas pertinente para fins de eventual ação penal e ação civil de ressarcimento por estelionato (art. 171 do Código Penal).

VIII. DOAÇÃO E RECEBIMENTO DE EQUIPAMENTOS

VIII.1. Princípio geral e segurança da entrega

A plataforma intermedia a doação de equipamentos de saúde entre pessoas físicas. O doador disponibiliza o equipamento de forma gratuita e definitiva ao receptor selecionado. O receptor deve apresentar receituário médico, CPF verificado e biometria facial antes de receber.

A KadiHope não verifica o estado de conservação, o funcionamento, a segurança ou a adequação dos equipamentos doados. O receptor aceita o equipamento no estado em que se encontra. A comunicação entre doador e receptor ocorre exclusivamente dentro da plataforma, sem exposição recíproca de dados pessoais. É proibida a venda, o aluguel ou qualquer exploração econômica de equipamentos recebidos.

VIII.2. Compromisso solidário de devolução ao ciclo

Ao receber um equipamento por meio da plataforma KadiHope, o receptor assume um compromisso solidário de uso responsável pelo prazo escolhido por ele(a) e de devolução do equipamento ao ciclo da KadiHope ao fim desse prazo, para que o equipamento possa beneficiar outro paciente da rede.

Esse compromisso é voluntário no original e voluntário no destino. O receptor pode renovar o prazo livremente; pode optar por manter o equipamento se essa for a melhor decisão para sua situação (caso em que o pacto solidário descrito nestes Termos e na Política de Privacidade segue se aplicando); pode disponibilizar o equipamento para nova doação antes do prazo se quiser; e pode justificar exceção por quebra ou dano comprovado com foto pelo painel KadiHope, conforme a subseção VIII.3.

A KadiHope intermedia o ciclo, registra os movimentos de cada equipamento publicamente em sua vitrine (subseção VIII.4) e respeita as escolhas voluntárias do receptor sem coerção. O regime jurídico subjacente da operação permanece sendo de doação direta entre pessoas físicas; o compromisso solidário de devolução é um pacto comunicacional e operacional da rede KadiHope, não uma obrigação contratual de devolução perante a plataforma.

VIII.3. Exceção por quebra ou dano

Equipamentos que se danifiquem durante o uso por causas naturais (uso normal, desgaste, acidente sem culpa do receptor) podem ter sua devolução ao ciclo excepcionalizada. O receptor avisa pelo painel KadiHope com uma foto do equipamento. A equipe valida a exceção e remove o equipamento do ciclo. Não há custo ou penalidade.

Casos de dano por negligência grave, dolo, ou venda do equipamento ficam fora desta exceção e são tratados caso a caso, podendo configurar violação das condutas proibidas previstas na Seção VI destes Termos.

VIII.4. Vitrine pública do ciclo

A KadiHope mantém vitrine pública dos equipamentos no ciclo solidário, mostrando equipamentos disponíveis para doação e equipamentos em uso até a data prevista de devolução. A vitrine identifica os receptores apenas por iniciais do nome e Estado, preservando privacidade. Não há exposição de cidade, sobrenome, idade ou situação clínica.

A vitrine é instrumento de transparência e educação do público sobre o funcionamento do ciclo solidário. Não é mecanismo de cobrança nem de coerção sobre o receptor. Receptores em qualquer sub-tipo do espectro de impossibilidade do titular se comunicar com a KadiHope (saúde, mudança, judicial, outras) aparecem na vitrine de forma uniforme como "Em uso até DD/MM/AAAA", sem diferenciação visível para o público externo.

IX. ARTIGOS, PERGUNTAS E CONTEÚDO MÉDICO

IX.1. Responsabilidade pelo conteúdo

Os artigos publicados por médicos são de responsabilidade exclusiva de seus autores. As respostas a perguntas têm caráter informativo e educacional, não constituem consulta médica, diagnóstico, prescrição de tratamento, atestado ou requisição de exame, nem estabelecem relação médico-paciente com o autor da pergunta.

IX.2. Disclaimer obrigatório em respostas

Toda resposta a pergunta de paciente é precedida e/ou sucedida por disclaimer auto-anexado pelo sistema, com o seguinte teor mínimo: "Esta resposta tem caráter informativo e educacional. Não constitui consulta médica, diagnóstico, prescrição ou substituição de avaliação presencial. Sempre consulte um profissional de saúde de sua confiança antes de tomar qualquer decisão sobre tratamento." O disclaimer é gerado pelo sistema e não pode ser editado nem suprimido pelo médico autor.

IX.3. Cabeçalho obrigatório em artigos

Todo artigo publicado por médico parceiro é acrescido automaticamente pelo sistema, no momento da publicação, do seguinte cabeçalho fixo: "As opiniões expressas neste artigo são do(a) Dr(a). [nome completo do autor] e não refletem necessariamente a posição da KadiHope." O cabeçalho é gerado pelo sistema e não pode ser editado nem suprimido pelo médico autor. A finalidade é distinguir, perante o leitor, opinião pessoal de profissional individualmente identificado e posição institucional da plataforma.

X. POLÍTICA DE MODERAÇÃO

A KadiHope adota o princípio da publicação direta sem revisão editorial prévia: respostas e artigos de médicos parceiros tornam-se públicos imediatamente após a submissão, sem aprovação por editor humano nem por mecanismo automatizado. Essa escolha decorre da responsabilidade exclusiva do médico pelo conteúdo que publica e da verificação prévia do CRM, do RQE e do vínculo profissional do autor.

O sistema de moderação opera em três etapas, todas posteriores à publicação. Primeiro, denúncia: qualquer paciente cadastrado, qualquer médico parceiro ou qualquer terceiro que tenha tomado ciência do conteúdo pode apresentar denúncia, mediante formulário público na plataforma. Segundo, suspensão preventiva imediata: recebida a denúncia formalmente fundamentada, o conteúdo é suspenso preventivamente em até 48 horas úteis, enquanto a apuração é conduzida — a suspensão preventiva não constitui reconhecimento de procedência da denúncia. Terceiro, análise e decisão: a apuração é conduzida pelo Encarregado de Proteção de Dados em conjunto com o jurídico interno, com possibilidade de oitiva do médico autor e de consulta a Médico Validador externo quando o conteúdo envolver questão clínica controvertida.

Quando a denúncia envolver risco clínico atual a paciente identificável que tenha consultado o conteúdo, a KadiHope adota as providências cabíveis para notificação direta ao paciente, em prazo não superior a 7 dias da decisão final, com orientação de procurar avaliação presencial. Decisões de moderação são registradas em trilha de auditoria persistente, acessíveis ao Encarregado e às autoridades competentes mediante requisição legal.

XI. DIREITOS DO PACIENTE — LEI Nº 15.378/2026

Em 6 de abril de 2026 foi sancionada a Lei nº 15.378/2026 — Estatuto dos Direitos do Paciente. A KadiHope respeita e implementa, no contexto da plataforma e na medida da sua atividade de intermediação tecnológica, os direitos previstos nos seguintes artigos da Lei: art. 10 § 1º (nome social), art. 12 e § 2º (informação acessível + acessibilidade VLibras/WCAG), art. 14 e § 1º (consentimento informado + retirada), arts. 15 e 16 (confidencialidade dos dados de saúde — operacionalizado pelos guardrails de privacidade, RLS e regras de compartilhamento), art. 18 (segunda opinião — permitida sem restrição), art. 19 (acesso e cópia dos próprios dados), art. 22 (veracidade das informações de saúde quando fundamentarem ato de orientação médica ou solicitação de equipamento/campanha).

A íntegra da Lei nº 15.378/2026 está disponível em planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm.

XII. ADEQUAÇÃO À RESOLUÇÃO CFM Nº 2.336/2023

A Resolução CFM nº 2.336/2023, de 13 de abril de 2023, disciplina a Telemedicina no Brasil. Como exposto na Seção III.2, a KadiHope não está sujeita ao regime da Telemedicina porque não estabelece relação assistencial individualizada, não realiza prescrição, não substitui avaliação presencial e atua sob caráter público e informativo. A plataforma, no entanto, observa a Resolução CFM nº 2.336/2023 nos pontos pertinentes à sua atividade.

Veracidade do registro profissional: todos os médicos parceiros têm CRM e RQE verificados junto ao CFM, condição obrigatória para cadastro como assinante. Ética da comunicação médica: toda comunicação institucional sobre médicos parceiros respeita a Resolução CFM nº 1.974/2011 (publicidade médica), evitando promessas de resultado, sensacionalismo, ranqueamentos comparativos ou qualquer prática que infrinja o Código de Ética Médica. Disclaimer obrigatório: toda resposta de médico parceiro é precedida ou sucedida por disclaimer informando o caráter informativo e a necessidade de avaliação presencial. Identificação do autor: toda resposta e todo artigo de médico parceiro são publicados com nome, CRM, RQE e especialidade visíveis ao público, permitindo ao leitor verificar o registro profissional.

Os médicos parceiros, individualmente, observam plenamente a Resolução CFM nº 2.336/2023, o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018) e demais normas profissionais em sua atuação.

XIII. PROPRIEDADE INTELECTUAL

A marca KadiHope, o logotipo, o layout, os textos institucionais e o código-fonte são de propriedade exclusiva da KADIHOPE PLATAFORMA DE SAUDE E TECNOLOGIA LTDA.

O conteúdo publicado por médicos parceiros — respostas a perguntas e artigos — permanece de titularidade autoral de seus autores. Ao publicar conteúdo na plataforma, o médico parceiro concede à KadiHope licença não exclusiva, gratuita, irrevogável e por prazo indeterminado para exibição, indexação, reprodução técnica e distribuição na plataforma e em suas extensões, inclusive após o eventual desligamento do médico. A licença abrange a manutenção do conteúdo no Acervo KadiHope, sob regime de anonimização ou identificação preservada conforme escolha do médico no Termo de Adesão.

XIV. SUSPENSÃO E EXCLUSÃO DE CONTA

XIV.1. Desligamento do médico parceiro por dano clínico

O médico parceiro pode ser desligado da plataforma, com cancelamento da assinatura e exclusão do perfil, nas seguintes hipóteses. Resposta clínica errada que tenha causado, ou que tenha relação direta e comprovada com, dano à saúde de paciente identificado, sem prejuízo da responsabilidade civil e penal do médico perante o paciente e o CFM. Violação reiterada da política de moderação, com decisões de remoção mantidas em segunda análise. Uso da plataforma para finalidade incompatível com seu objeto. Falsidade nos dados profissionais informados (CRM suspenso ou cassado, RQE inexistente, identidade falsificada).

A decisão de desligamento por dano clínico é fundamentada e comunicada ao médico, com prazo de defesa, e pode ser objeto de recurso interno.

XIV.2. Solicitação de exclusão pelo usuário

O usuário pode solicitar a exclusão de conta a qualquer momento. A conta entra em desativação por 180 dias. Se o usuário fizer login nesse período, a conta é reativada integralmente. Após 180 dias, a exclusão é permanente, conforme a LGPD.

XV. CANAIS DE ATENDIMENTO E PRAZOS

A KadiHope mantém canais de atendimento ao usuário por meio de formulários web disponíveis na própria plataforma, com os respectivos compromissos de prazo. Para suporte técnico e operacional, central de ajuda da plataforma com SLA de 48 horas em dias úteis. Para assuntos relacionados à proteção de dados pessoais, formulário do Encarregado de Proteção de Dados (DPO) disponível na seção XII da Política de Privacidade, com prazo de 15 dias corridos. Para canais dedicados a médicos parceiros, painel do médico após login. Comunicações institucionais e de imprensa são tratadas exclusivamente pelos canais administrativos da plataforma após contato inicial via formulário público.

Prazos de resposta a órgãos de defesa do consumidor: Reclame Aqui em até 5 dias úteis contados do recebimento da reclamação. Procon em até 5 dias úteis contados do recebimento da notificação, sem prejuízo do prazo legal mais curto eventualmente fixado pelo órgão notificante.

XVI. LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

A KadiHope não garante disponibilidade ininterrupta nem ausência de erros. Não se responsabiliza por danos diretos, indiretos, incidentais ou consequenciais decorrentes do uso da plataforma. Não é responsável pelo conteúdo de terceiros, conduta de usuários, qualidade de tratamentos médicos, veracidade de campanhas, estado de equipamentos doados, nem por decisões clínicas tomadas pelos usuários a partir das respostas e artigos disponíveis no Acervo, todos sujeitos ao disclaimer obrigatório descrito na Seção IX.

XVII. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL E FORO

Estes Termos são regidos pela legislação brasileira, em especial pelo Código Civil, pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), pelo Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) e pela Lei nº 15.378/2026 (Estatuto dos Direitos do Paciente). Aplicam-se, no que couber, a Resolução CFM nº 2.336/2023 e o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018) à atuação dos médicos parceiros. Foro eleito da Comarca de Curitiba/PR, sem prejuízo do direito do consumidor de optar pelo foro de seu domicílio nos termos do art. 101, I, do Código de Defesa do Consumidor.

XVIII. CONTATO

Os canais de contato com a KadiHope são feitos exclusivamente por formulários web disponíveis na própria plataforma, em conformidade com a política institucional de discrição operacional e proteção contra spam. Para questões relacionadas à proteção de dados pessoais, utilize o formulário do Encarregado de Proteção de Dados (DPO) disponível na seção XII da Política de Privacidade. Para suporte técnico e operacional, utilize a Central de ajuda. Para demais questões, utilize os formulários internos do seu painel após cadastro. Encarregado de Proteção de Dados (DPO): Ricardo Luiz Ritter Stival, Fundador.

A KadiHope nunca entra em contato para solicitar senha, Pix, doações ou dados pessoais.